Padre Geovane
Saraiva*
Nosso querido
Papa Francisco, nas palavras de alegria, gratidão e esperança, ao receber em
audiência o Arcebispo Metropolitano de Brasília, Dom Sérgio da Rocha, em 31 de
outubro de 2014, que renovou o convite para visitar a Capital Federal em 2017,
dentro do contexto do jubileu dos 300 anos da Imagem de Nossa Senhora
Aparecida, a qual foi encontrada no ano de 1717, nas águas do rio Paraíba do
Sul. Neste sentido, como resposta do Vigário de Cristo, Dom Sérgio ouviu nas
três palavras: “Alegria por sentir o afeto por parte do povo e do episcopado
brasileiro, gratidão pelo convite e, por fim, a esperança que ele mesmo
demonstrou de concretizar a visita”.
Sem esquecer o trinômio terra, moradia e
trabalho, palavras saídas da boca abençoada do Santo Padre e dirigidas às
lideranças dos movimentos populares, que concluíram no dia 29 de outubro de
2014 um encontro inédito, convocado a pedido do Santo Padre, que causou
inaudito eco: “Estar ao lado dos pobres é Evangelho, não comunismo”, palavras
que nos fazem lembrar da célebre frase de Dom Helder Câmara: "Se eu dou
comida a um pobre, me chamam de santo, mas se eu pergunto por que ele é pobre,
me chamam de comunista”. Também são oportunas as palavras do pastor dos
empobrecidos: “Ai do mundo se não fosse a utopia, ai do mundo se não fossem os
sonhadores”, ao ser acusado de demagogo, sonhador ou outro cavaleiro andante.
É missão de todos nós colocarmos bem no centro
da nossa existência a esperança, na certeza de que, a partir da mesma, a
humanidade saiba perceber que é chamada a olhar para frente, de recordar e ter
diante dos olhos e no âmago do coração a promessa do próprio Deus feita a Abraão:
“Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que
eu te mostrarei” (cf. Gn 12, 1). Daí a
exortação do apóstolo Pedro, quando nos deixa clara a razão da nossa esperança,
que se deve mostrar ao mundo (cf. 1Pd 3, 15), tão viva e presente no Papa
Francisco.
O que é
esperança para nós cristãos? É a mais absoluta certeza do caminho certo, de que
o mundo necessita de homens e mulheres com espíritos imbuídos desta virtude
teologal, que no dizer do Santo Padre, o Papa Francisco, na catequese de 29 de
outubro de 2014, significa: “Quando se olha Cristo não se erra”. E aqui me
recorda a assertiva do apóstolo dos gentios: “Esperança, com efeito, é para nós
qual âncora da alma, segura e firme, penetrante para além do véu, onde Jesus entrou por nós, como
precursor, feito sumo sacerdote para a
eternidade, segundo a ordem de Melquisedec” (cf. Hb 6,19-20).
Esperança, que
seja a palavra de ordem, a qual nos protege de todo mal e de todo desânimo,
além de ser alento diante do sofrimento e esmorecimento; que permanentemente
saibamos dar a devida importância, considerando-a um símbolo sólido de firmeza,
força, tranquilidade e fidelidade, de tal modo que por meio dela, quando
surgirem tempestades, possamos sempre mais nos colocar no caminho seguro e
duradouro da existência humana. Quem sabe esperar no Senhor, jamais irá passar
pelo perigo de ver seu barco naufragar. “O cristão deve ter paixão pela
esperança” (Papa Francisco).
Assim seja!
Padre da Arquidiocese de
Fortaleza, escritor, colunista, blogueiro, membro da Academia Metropolitana de
Letras de Fortaleza, da Academia de Letras dos Municípios do Estado Ceará
(ALMECE) e Vice-Presidente da Previdência Sacerdotal - Pároco de Santo Afonso -
geovanesaraiva@gmail.com
Excelente artigo, padre. Deus está inclusive no ateu que se manifesta em um ato de bondade e na simplicidade de um olhar...E o Papa Francisco foi um acontecimento que prova a imensa generosidade de Deus... Ele chegou num tempo que necessitamos recordar o quanto é importante cultivar a humildade.
ResponderExcluirSua bênção. Abraço.