sexta-feira, 13 de setembro de 2019

General Santos Cruz confirma que Bolsonaro está disposto a entregar a cabeça de Moro


Ex-ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz teria dito em conversas reservadas que Jair Bolsonaro está disposto a tudo para livrar o filho, senador Flávio Bolsonaro, das investigações do chamado "esquema Queiroz", incluindo "entregar a cabeça” do ministro da Justiça, Sérgio Moro, que vem sendo alvo de humilhações públicas
13 de setembro de 2019, 10:20 h Atualizado em 13 de setembro de 2019, 11:18
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247 - O ex-ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, teria dito em conversas reservadas que Jair Bolsonaro está disposto a tudo para livrar o filho, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), que é investigado juntamente com o ex-assessor Fabricio Queiroz pela movimentação atípica de R$ 1,2 milhão. Nesta linha Santos Cruz teria dito que Bolsonaro avalia "entregar a cabeça” do ministro da Justiça Sérgio Moro para livrar o filho das investigações, diz O Antagonista, site que atua como porta-voz do ex-juiz.

Santos Cruz foi demitido em junho após ser alvo de críticas diretas dos filhos de Bolsonaro e do astrólogo Olavo de Carvalho, guru do clã. A sua saída teria sido motivada principalmente pela disputa pelo controle da comunicação governamental e em função da relação do governo com blogs e sites de extrema-direita. 

As conversas de Santos Cruz sobre a iminente saída de Moro acontecem na esteira da fritura do ex-juiz em função da interferência de Bolsonaro no comando da Polícia Federal. Cada vez mais isolado, Moro vinha ameaçando pedir demissão caso o atual diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, fosse removido do cargo para dar espaço para pessoas ligadas a Bolsonaro. As últimas informações, porém, apontam que Valeixo já estaria limpando as gavetas para dar vez ao bolsonarista Anderson Torres.

Com isso, Bolsonaro pressiona Moro a pedir demissão enquanto, ao mesmo tempo, blinda o filho das investigações sobre as irregularidades que teriam sido cometidas enquanto Flávio Bolsonaro exercia o mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. 

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