quinta-feira, 2 de julho de 2020

Lula prepara nova ofensiva contra Moro nos tribunais


O ex-presidente Lula pode ganhar ‘velocidade de cruzeiro’ nos próximos dias em virtude de novos eventos ocorridos no âmbito da Lava jato.

PUBLICIDADE

O primeiro diz respeito ao vazamento de mensagens, em reportagem da A Pública, sobre a relação promíscua entre a força-tarefa de Curitiba e o FBI –a polícia federal dos Estados Unidos.

A defesa do petista vê ilegalidades na cooperação “informal” dos EUA para construir casos no Brasil, usar o FCPA (Foreign Corrupt Practices Act) ou, em português, Lei de Práticas de Corrupção no Exterior, para “entrar” em empresas brasileiras.

Desde 2016, o advogado Cristiano Zanin Martins tem alertado sobre a possibilidade de empresas brasileiras serem submetidas a litígios decisivos (bet-the-company) com base na legislação FCPA, dos EUA.

Pior: o ex-presidente Lula, embora julgado aqui, pessoas também foi submetido à condenação com base em leis americanas, haja vista que o petista ficou 580 dias preso mesmo sem prova do suposto ilícito cometido.

A segunda parte da ofensiva tem relação com advogado Carlos Zucolotto Junior, amigo e compadre do ex-juiz Sergio Moro, que contratou o advogado curitibano René Ariel Dotti para defendê-lo da PGR (Procuradoria-Geral da República). O órgão reabriu a delação do advogado Rodrigo Tacla Duran, autoexilado na Espanha.

Dotti foi assistente de acusação da Lava Jato contra o ex-presidente Lula. A tese da força-tarefa era que a reforma do tríplex de Guarujá (SP) fora propina da Petrobras. O advogado curitibano foi contratado pela estatal para acusar o petista.

Por outro lado, Tacla Duran era advogado da empreiteira Odebrecht –também polo passivo nas ações da Lava Jato cuja vítima seria a Petrobras.

Para a defesa de Lula, a presença de Rene Dotti na defesa do compadre de Moro reforça a suspeição do ex-juiz da Lava Jato, isto é, corroboraria a tese da nulidade da condenação de 8 anos e 10 meses.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que havia pedido vista, irá colocar a suspeição de Moro na pauta de julgamento em setembro próximo.

Por fim, no front externo, move uma investigação privada contra o ex-juiz Sérgio Moro na Suíça. Investigadores internacionais descobriram “linguiça debaixo da farofa” do ex-todo-poderoso da Lava Jato.

Nenhum comentário:

Postar um comentário