Se Aécio ganhar, não governa. É bom sonhar, mas a realidade é triste. Pobre Brasil!
Por Luiz Sérgio Toledo*
Outro dia comentei que apesar de todo o necessário otimismo, o Aécio me cheira a Collor. Não é uma opinião estapafúrdia. Já vi esse filme e não gostei. Sinto muito pelos brasileiros que ainda vivem no Brasil e que ainda têm esperança de que um dia o país engrene e saia da lesma lerda em que se encontra há décadas. Eu já me desiludi e pulei fora há muito tempo.
Quando votei pela primeira vez para presidente, já com mais de 40 anos, votei no Collor. Estávamos todos animados com a possibilidade de mudança, qualquer que fosse, e ele representava uma luz no fim do túnel, como o Aécio agora representa. Na época era uma escolha fácil, entre Collor e Lula. Mas Collor foi um desastre, levou a nossa grana e foi cassado. Depois veio o Itamar, o presidente de topete, cuja grande obra, a que fica na memória, foi a volta do fusca e uma aparição ao lado de uma vedete sem calcinha no camarote do carnaval do sambódromo. A seguir FHC seria uma esperança, até emprestei meu jipe para ele desfilar em carro aberto numa campanha ao lado da Bruna Lombardi, mas seus oito anos nada mudaram de importante no país. OK, acabou a inflação. Foram 8 anos de recuperação, não de progresso. Daí veio Lula e condenou definitivamente o Brasil ao atraso. Eu já havia me mudado para Dubai quando a Dilma foi eleita. Acompanho de longe a derrocada do país aproximando-se a passos largos do abismo. Com a consolidação do PT no poder pela criação do Bolsa Família e do Mensalão, os idiotas que mamam no estado tomaram conta de tudo, inclusive das eleições. Estão instalados no poder de onde só sairão presos ou mortos. Pensando bem, só mortos, pois não há prisão que chegue e prisão no Brasil virou piada.
Não há alternativa legal. As eleições já estão no papo, segundo pesquisas confiáveis. Dilma e o PT continuarão mandando no Brasil. Vejo meus amigos bem intencionados gastando páginas diárias na internet pregando contra o PT e querendo mudar o regime usando a inteligência. Mas estão “pregando para os convertidos”, chovendo no molhado, porque quem vai eleger o futuro presidente não usa internet, já recebeu a grana pelo voto e vai continuar recebendo. Inocentes acreditam que na última hora o exército vai virar a mesa e restabelecer a ordem. Não vai. O exército não quer saber desse abacaxi. Porque para mudar precisaria agir com dureza, botar gente no paredão, filas de gente, e mesmo assim depois surgiria a grande dúvida: quem no lugar?
Quando estive há uns dez anos em Juiz de Fora, gente mineira “das internas” me disse que algumas “sociedades secretas” de Minas estavam preparando o jovem Aécio Neves para ser presidente do Brasil. Nada mais justo, pensei, ele é jovem, rico (não precisa roubar), inteligente, de família tradicional de políticos (o avô que havia herdado a caneta do Getúlio, foi eleito presidente mas infelizmente morreu antes de assumir), enfim tinha tudo para ser preparado, como o “jovem gafanhoto” do kung-fu, para o maior cargo do Brasil. Agora chega o Aécio, com um passado mais ou menos limpo, como o Collor, apesar das farras em Paris, como o Collor, apesar dos boatos de levar uma vida de playboy, como o Collor. Candidato a presidente não pode ter esqueletos no armário. Na hora H eles começam a dançar. Aparece uma mixaria de uma pista de aeroporto de mil metros na fazenda da avó, em que, vamos e venhamos, um avião bom não desce, e isso já vira um escândalo. O PT, infiltrado em todas as escalas da vida brasileira, dos bancos aos grandes conglomerados, é claro está guardando chumbo grosso para atirar quando a campanha começar.
Antigamente ainda se pensava que poderíamos recuperar o tempo perdido, melhorando a educação e a qualidade de vida, mas o Brasil só piorou. Um país irrelevante, como disse Israel. Daqui dos Emirados Árabes a visão é muito clara. Aqui tem um sheik que manda em tudo. Todo mundo obedece. Ele pensa no benefício da população e mantêm todo mundo contente. A “primavera árabe” que assolou o mundo há dois anos, desestabilizou outros países da região. Quiseram enfiar democracia goela abaixo no Iraque, Egito, Tunísia e acabaram enfiando os pés pelas mãos. Estão todos pior do que antes. Esse povo não quer democracia. Quer alguém que tome conta deles e que lhes diga qual caminho seguir. Só assim eles vivem bem, os dissidentes são expulsos e reina a paz. Quando tiram o “ditador” o país vira um caos. Sai a única pessoa que mantinha a estabilidade. Daí vira “democracia”, todo mundo quer mandar, quer levar o seu.
Leio amigos escrevendo que o Brasil precisa de uma ditadura, todos com saudade de 1964. Os tempos são outros e aquela gente que combateu o comunismo já morreu ou perdeu o interesse. Mas a ditadura já está instalada. Os brasileiros é que não perceberam. A ditadura do atraso. Ela começou em 2002. Como o “L” usava barba e “D” usa blusa vermelha em vez de farda e óculos escuros, acham que não é ditadura. É sim, só que em vez de ter no poder gente inteligente, que queria o bem do Brasil como em 64, gente que saiu pobre do governo, está aí um bando de ladrões e aproveitadores, dos quais o país nunca mais irá se livrar. Este período ficará marcado como ficou a vergonha dos 7X1 no jogo da Copa contra a Alemanha. Uma marca indelével, uma vergonha que arrastará o país para sempre para o terceiro mundo. O Aécio, se por um milagre for eleito, não vai conseguir governar com essa gente que está aí. É bom sonhar, mas a realidade é triste. Pobre Brasil!
Outro dia comentei que apesar de todo o necessário otimismo, o Aécio me cheira a Collor. Não é uma opinião estapafúrdia. Já vi esse filme e não gostei. Sinto muito pelos brasileiros que ainda vivem no Brasil e que ainda têm esperança de que um dia o país engrene e saia da lesma lerda em que se encontra há décadas. Eu já me desiludi e pulei fora há muito tempo.
Quando votei pela primeira vez para presidente, já com mais de 40 anos, votei no Collor. Estávamos todos animados com a possibilidade de mudança, qualquer que fosse, e ele representava uma luz no fim do túnel, como o Aécio agora representa. Na época era uma escolha fácil, entre Collor e Lula. Mas Collor foi um desastre, levou a nossa grana e foi cassado. Depois veio o Itamar, o presidente de topete, cuja grande obra, a que fica na memória, foi a volta do fusca e uma aparição ao lado de uma vedete sem calcinha no camarote do carnaval do sambódromo. A seguir FHC seria uma esperança, até emprestei meu jipe para ele desfilar em carro aberto numa campanha ao lado da Bruna Lombardi, mas seus oito anos nada mudaram de importante no país. OK, acabou a inflação. Foram 8 anos de recuperação, não de progresso. Daí veio Lula e condenou definitivamente o Brasil ao atraso. Eu já havia me mudado para Dubai quando a Dilma foi eleita. Acompanho de longe a derrocada do país aproximando-se a passos largos do abismo. Com a consolidação do PT no poder pela criação do Bolsa Família e do Mensalão, os idiotas que mamam no estado tomaram conta de tudo, inclusive das eleições. Estão instalados no poder de onde só sairão presos ou mortos. Pensando bem, só mortos, pois não há prisão que chegue e prisão no Brasil virou piada.
Não há alternativa legal. As eleições já estão no papo, segundo pesquisas confiáveis. Dilma e o PT continuarão mandando no Brasil. Vejo meus amigos bem intencionados gastando páginas diárias na internet pregando contra o PT e querendo mudar o regime usando a inteligência. Mas estão “pregando para os convertidos”, chovendo no molhado, porque quem vai eleger o futuro presidente não usa internet, já recebeu a grana pelo voto e vai continuar recebendo. Inocentes acreditam que na última hora o exército vai virar a mesa e restabelecer a ordem. Não vai. O exército não quer saber desse abacaxi. Porque para mudar precisaria agir com dureza, botar gente no paredão, filas de gente, e mesmo assim depois surgiria a grande dúvida: quem no lugar?
Quando estive há uns dez anos em Juiz de Fora, gente mineira “das internas” me disse que algumas “sociedades secretas” de Minas estavam preparando o jovem Aécio Neves para ser presidente do Brasil. Nada mais justo, pensei, ele é jovem, rico (não precisa roubar), inteligente, de família tradicional de políticos (o avô que havia herdado a caneta do Getúlio, foi eleito presidente mas infelizmente morreu antes de assumir), enfim tinha tudo para ser preparado, como o “jovem gafanhoto” do kung-fu, para o maior cargo do Brasil. Agora chega o Aécio, com um passado mais ou menos limpo, como o Collor, apesar das farras em Paris, como o Collor, apesar dos boatos de levar uma vida de playboy, como o Collor. Candidato a presidente não pode ter esqueletos no armário. Na hora H eles começam a dançar. Aparece uma mixaria de uma pista de aeroporto de mil metros na fazenda da avó, em que, vamos e venhamos, um avião bom não desce, e isso já vira um escândalo. O PT, infiltrado em todas as escalas da vida brasileira, dos bancos aos grandes conglomerados, é claro está guardando chumbo grosso para atirar quando a campanha começar.
Antigamente ainda se pensava que poderíamos recuperar o tempo perdido, melhorando a educação e a qualidade de vida, mas o Brasil só piorou. Um país irrelevante, como disse Israel. Daqui dos Emirados Árabes a visão é muito clara. Aqui tem um sheik que manda em tudo. Todo mundo obedece. Ele pensa no benefício da população e mantêm todo mundo contente. A “primavera árabe” que assolou o mundo há dois anos, desestabilizou outros países da região. Quiseram enfiar democracia goela abaixo no Iraque, Egito, Tunísia e acabaram enfiando os pés pelas mãos. Estão todos pior do que antes. Esse povo não quer democracia. Quer alguém que tome conta deles e que lhes diga qual caminho seguir. Só assim eles vivem bem, os dissidentes são expulsos e reina a paz. Quando tiram o “ditador” o país vira um caos. Sai a única pessoa que mantinha a estabilidade. Daí vira “democracia”, todo mundo quer mandar, quer levar o seu.
Leio amigos escrevendo que o Brasil precisa de uma ditadura, todos com saudade de 1964. Os tempos são outros e aquela gente que combateu o comunismo já morreu ou perdeu o interesse. Mas a ditadura já está instalada. Os brasileiros é que não perceberam. A ditadura do atraso. Ela começou em 2002. Como o “L” usava barba e “D” usa blusa vermelha em vez de farda e óculos escuros, acham que não é ditadura. É sim, só que em vez de ter no poder gente inteligente, que queria o bem do Brasil como em 64, gente que saiu pobre do governo, está aí um bando de ladrões e aproveitadores, dos quais o país nunca mais irá se livrar. Este período ficará marcado como ficou a vergonha dos 7X1 no jogo da Copa contra a Alemanha. Uma marca indelével, uma vergonha que arrastará o país para sempre para o terceiro mundo. O Aécio, se por um milagre for eleito, não vai conseguir governar com essa gente que está aí. É bom sonhar, mas a realidade é triste. Pobre Brasil!
* Luiz Sérgio Toledo é cirurgião plástico e mora em Dubai.

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