quarta-feira, 1 de junho de 2016

Tiros na Universidade da Califórnia deixam mortos

Duas pessoas morreram; polícia investiga 'tiroteio ativo'.
Incidente ocorre em edifício do curso de engenharia.

Do G1, em São Paulo
Imagem da rede ABC mostra a polícia em frente ao campus da Universidade da Califórnia nesta quarta-feira (1º) após relato da presença de um atirador (Foto: KABC-7 via AP)Imagem da rede ABC mostra a polícia em frente ao campus da Universidade da Califórnia nesta quarta-feira (1º) após relato da presença de um atirador (Foto: KABC-7 via AP)
A polícia investiga a possível presença de um atirador no campus da Universidade da Califórnia (UCLA) em Los Angeles nesta quarta-feira (1º). O campus da universidade foi fechado. A polícia diz que duas pessoas morreram e que a investigação de um "tiroteio ativo" segue em andamento.

O chefe da polícia de Los Angeles, James Herren, disse que é possível que uma das vítimas seja o atirador, mas que isso ainda não está confirmado, e que a polícia ainda busca por um possível suspeito na região da faculdade.

O relato de um tiroteio perto do prédio da engenharia foi recebido por volta das 10h locais (14h, pelo horário de Brasília), segundo comunicado da polícia.

A polícia pediu que os moradores de Los Angeles evitem a área da universidade e que as pessoas dentro do campu se abriguem em um lugar seguro até que sejam orientados pelas autoridades sobre como proceder.

Um treino da Seleção Brasileira para a Copa América Centenário estava programado para esta quarta na UCLA, mas foi transferido para outro local. "Em razão do ocorrido na manhã desta quarta-feira no campus da UCLA, a Seleção Brasileira não treinará na Universidade. A prática comandada pelo técnico Dunga será, mais uma vez, no campo de treinamento do StubHub Center, às 16h", diz nota.

OBSERVAÇÕES SOBRE O EMPREGO DO ADJETIVO (1)

José Olímpio de Sousa Araújo*
1. No comparativo e superlativo de superioridade dos adjetivos ‘bom’, ‘mau’, ‘grande’, ‘pequeno’, empregam-se normalmente as formas sintéticas (melhor, pior, maior, menor).

Exemplos:
Ele não é melhor que você e ao ‘mais bom)’. / Ela é a menor aluna da turma  (em vez de ‘mais pequena’.)

Mas se usam as formas ´’mais bom’, ‘mais ruim’, ‘mais grande’, ‘mais pequeno’ (formas analíticas) quando se comparam duas qualidades num mesmo ser.
Veja: Este café está mais ruim que frio. / Ela é mais pequena do que gorda.

2. Quando queremos intensificar as qualidades, estados, ou características dos seres, usamos o superlativo absoluto sintético (o mais alto grau do adjetivo). Isto ocorre através dos sufixos -íssimo, -imo, érrimo.

A maioria se forma com o sufixo -ÍSSIMO: alto — altíssimo, belo — belíssimo, digno — digníssimo, justo — justíssimo. 

E atenção! Como este processo se forma a partir da origem (latina) da palavra, ocorre às vezes alteração no radical do superlativo. Como nestes casos (a forma original em latim entre parênteses):
→ amargo (amarus) — amaríssimo; amigo (amicus) — amicíssimo; antigo antiquus) — antiquíssimo, cruel (crudelis) — crudelíssimo; doce (dulcis) — dulcíssimo; geral (generalis) — generalíssimo; sábio (sapiens) — sapientíssimo; sagrado (sacratis) — sacratíssimo; soberbo (superbus) — superbíssimo;
→ amável (amabilis) — amabilíssimo, terrível (trerribilis) — terribilíssimo (com esta terminação para os adjetivos terminados em VEL);
→ feliz (Felix, Felice — felicíssimo, veloz — velocíssimo (O Z muda para C);
→ com -ÉRRIMO os terminado em -RE, RO: célebre — celebérrimo; magro (macer) — macérrimo; negro (Níger) — nigérrimo; pobre (pauper) — paupérrimo;
→ com -IMO os terminados em CIL: fácil — facílimo, dócil — docílimo.
→ Outros casos: benévolo — benevolentíssimo, humilde — humílimo, magnífico — magnificentíssimo, malévolo — malevolentíssimo, sério — seriíssimo (com os dois ii); etc.
Assim, a língua culta não aceita as formas populares: amiguíssimo, amarguíssimo, magríssimo, pobríssimo, docíssimo, seríssimo, etc.

*Coautor dos livros “Desenvolvendo a habilidade de escrever” e “Ortografia Atualizada” / Secretário da Academia Metropolitana de Fortaleza. / Radialista, produz e apresenta o “Minuto da Língua” (pela FM Universitária, 107,9). 

Os desafios da candidatura de Ciro Gomes, por Marcos Villas-Bôas

Por Marcos de Aguiar Villas-Bôas

Alguns desafios da pré-candidatura de Ciro Gomes1
Ciro Gomes, ao lado de Fernando Haddad, é um dos melhores nomes para assumir a presidência do país nas próximas eleições. Ciro tem mais experiência e imaginação institucional. Haddad é mais sereno e tem em seu favor a atual boa gestão na maior cidade do país. Em comum, ambos são sérios, parecem honestos, têm bom conhecimento acadêmico, visões ponderadas e vivência prática na política.

Se quiser ter chances de chegar ao menos ao segundo turno, Ciro precisa, contudo, melhorar o discurso e a postura. Apesar de posicionamentos políticos e econômicos complexos e moderados, ele ainda tem ajustes a fazer no temperamento e no seu ego.  

Ciro nasceu em Pindamonhangaba, interior de São Paulo, terra de sua mãe, mas cresceu em Sobral, cidade do seu pai no interior do Ceará com 201.756 habitantes em 2015, onde estudou a maior parte da sua infância em escola pública. Na juventude de Ciro, a cidade era infinitamente menor, tendo a família Gomes contribuído para o seu desenvolvimento.

Há uma controvérsia sobre Ciro ser um típico coronel e oligarca nordestino, mas, apesar de a sua família ter estado envolvida com a política desde o século XIX, ela esteve por muito tempo (1944-1977) longe do poder no século XX2.

O seu pai era um Defensor Público, aquele advogado pago pelo Estado para defender pessoas sem condições financeiras, e não um rico proprietário de terras ou um político de carreira. Ele foi prefeito de Sobral apenas de 1977 a 1983 e colaborou para que Ciro fosse eleito pela primeira vez deputado estadual no ano de 1982.

Ciro se reelegeu pelo PMDB em 1986 e apoiou Tasso Jereissati para governador do Ceará, ficando contra os velhos oligarcas cearenses. Mais tarde, os dois ingressaram no recém-criado PSDB, que inicialmente era um partido de centro-esquerda.  

Cid Gomes, seu irmão, foi eleito com 64% dos votos para prefeito de Sobral em 1997, reeleito com 68% dos votos em 2001 e teve uma das gestões mais bem sucedidas da história do Brasil na educação. A partir de 20003, detectou-se que 48% da população do município não era sequer alfabetizada e suas mudanças na gestão provocaram uma guinada na qualidade do ensino. 

O município cearense revelou em 2015 uma quase extinção do analfabetismo e um Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de 7,8, o melhor de toda a Região Nordeste, o sexto do país inteiro, apresentando uma verdadeira revolução ocorrida a partir de 2001, como mostram os gráficos.45 

Apesar dos mais de trinta anos de vida política, Ciro não tem acusações de corrupção contra si. Nunca foi alvo de qualquer inquérito, apesar de ter sido deputado estadual; prefeito de Fortaleza/CE; o primeiro governador (Ceará) da história do PSDB (eleito em 1990), o mais votado do país na época e o mais bem aprovado em sucessivas pesquisas; Ministro da Fazenda com apenas 37 anos, tendo deixado o cargo por conta do início do governo de Fernando Henrique Cardoso em 1o de janeiro de 1995; Ministro da Integração Nacional; e o deputado federal também mais votado do país nas eleições de 2006.

Até alguns dias atrás, Ciro era diretor da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), uma das maiores empresas do Brasil, o que lhe permitiu, dentre outras coisas, desenvolver sua capacidade administrativa e conhecer melhor a visão do empresário como um agente participante, e não como mero observador.

Todos os referidos cargos lhe transformam, talvez, no político mais completo do país, uma vez que passou por todos os entes da federação, sendo que, no âmbito estadual e federal, teve tanto cargos de liderança no Executivo, como foi membro do Legislativo.

Ciro se formou em Direito pela Universidade Federal do Ceará, foi professor de Direito Tributário e passou um ano e meio pesquisando na Harvard Law School orientado por Roberto Mangabeira Unger. Ele deixa claro nas aparições e textos que tem sólido conhecimento político, jurídico e econômico, o que, de logo, lhe diferencia da ampla maioria dos políticos do país, que, às vezes, não conseguem transitar muito bem por apenas um dos ramos, quanto mais pelos três.

Ciro também tem como vantagem um discurso centralizado pendendo para a esquerda, de modo que, apesar dos posicionamentos firmes, está longe de ser um radical nas escalas política e econômica.

Ciro Gomes revela, portanto, inúmeros atributos que lhe diferenciam positivamente dos demais políticos brasileiros, mas, como é natural, há também pontos de atenção que precisam ser lembrados e aperfeiçoados pelo pré-candidato.

O discurso atual de Ciro - que, como é de se imaginar, revela o cerne do seu projeto de governo - é repetitivo. Tudo bem que o Brasil enfrenta uma enorme crise política e econômica, mas, considerando que ele já se encontra em plena campanha informal, deveria abordar mais temas e possibilitar que a sociedade o conheça melhor.

Por não participar de eleições para presidente desde 2002, ao contrário de Marina, e por ter começado a usar mais as redes sociais há pouco tempo, ao contrário de Bolsonaro e dos demais pré-candidatos, tudo indica que Ciro ainda tem muito a crescer nas pesquisas, mas isso depende também de alguns ajustes que lhe permitam conquistar uma parcela maior do eleitorado.

Ciro poderá ter dificuldade de encontrar eleitores dentro do atual debate político extremamente polarizado. Com ideias mais centralizadas, ele pode não atrair nem a esquerda, nem a direita, de modo que precisa ser muito inteligente e conciliador para mostrar a cada lado que a sua parte aderente ao lado oposto vale a pena, que está pautada em dados técnicos, em teorias avançadas, e não apenas em ideologia barata, como é comum no Brasil.

Para isso, Ciro tem feito um bom papel de explicar à esquerda que muitas medidas tomadas sob o clamor do “social” prejudicam o próprio social. Um Estado deficitário não consegue, por exemplo, investir em infraestrutura, nem cumprir com os programas sociais assumidos.

Precisa explicar também que medidas de transferência de renda e afins são paliativos para um projeto maior de empoderamento das pessoas. A esquerda brasileira ainda tem uma visão extremamente assistencialista, muito causada pelos desmandos da classe dominante, que a leva a pensar que todo tipo de proteção aos menos favorecidos é justificável, independentemente de todos os seus efeitos colaterais.  

Do outro lado, Ciro precisa explicar à direita que, em médio a longo prazo, o discurso neoliberal, que, como ele diz, “é ideologia de quinta categoria e não tem suporte científico”, traz prejuízos à sociedade como um todo, inclusive aos mais ricos.

Para compreender isso, é muito interessante explicar a sociedade como um sistema que precisa funcionar coeso, bem organizado. Sistemas são conjuntos de elementos com certa organização, que não precisa ser central, nem muito menos perfeita ou racional. Sem um movimento de ascensão conjunto da maior parte das pessoas das diferentes classes, o sistema sofre fraturas que o prejudicam no seu todo.

Isso explica porque um país com uma das maiores desigualdades do mundo, como o Brasil, sofre problemas frequentes de falta de demanda agregada e desemprego, o que se volta contra os mais ricos, pois faltam consumidores para comprar os seus bens e serviços e, sem muita produção, com menos empregos, cresce a falta de educação, a violência etc.

Se Ciro não convencer a direita de que é capaz de desenhar um novo Estado muito mais eficiente, perderá não somente os votos dos radicais de direita – que já não são dele, mas de Bolsonaro – como também os votos daqueles que inicialmente optariam pelo PSDB, porém não confiam mais no partido depois da completa desmoralização dos seus principais nomes, todo envolvidos em algum ou alguns esquemas de corrupção.

Ciro precisa também mostrar à esquerda o seu lado humanista. Temas como direitos de minorias são raros no seu discurso, o que talvez mantenha coerência com a sua postura bruta. Ele dificilmente será eleito se continuar convencido de que não mudará mais nessa idade e de que terá chances mesmo se continuar xingando em eventos e sendo grosseiro com debatedores e críticos.

Mesmo aqueles que querem apoiá-lo, em sua ampla maioria, concordam que não querem ver essa postura num presidente. Um líder corajoso e enérgico é até de bom grado, mas um irônico e agressivo não. O aspecto positivo é que há tempo para isso ser reformulado, pois faltam ainda mais de dois anos até o início formal da campanha.

Ciro Gomes precisa ser, enfim, convencido “pelos seus”, como ele diz, de que necessita de uma reformulação íntima, que alinhe os seus anseios de ajudar o povo a uma postura de estadista enérgico, porém sereno; preparado, porém respeitoso no debate; duro, porém nobre no discurso. Enfim, é preciso se transformar num ser paradoxal, equilibrado.

Não basta brincar sobre fatos como o de que se fala sobre ele precisar ser more presidential. Ele precisa realmente sê-lo. Não se sugere aqui a construção de uma falsa imagem, de um personagem para as eleições, mas de, realmente, promover uma reforma íntima que o transforme no estadista que queremos e precisamos para o Brasil.

Nesse caso, Ciro poderia utilizar, em alguma medida, o exemplo de Bernie Sanders, que é, como ele, extremamente sincero, mas mantém uma educação e respeito pelos adversários que atrai a todos, inclusive aqueles inclinados a votar nos adversários.

Manter a serenidade e o respeito, num país latino apaixonado como o Brasil, em meio a debates políticos duros e polarizados é um elemento que poderá fazer a diferença positivamente para um candidato.

Para que haja essa reformulação íntima, Ciro precisa passar por um processo de espiritualização, que o faça ascender do ponto de vista temperamental e relacional. Independentemente das suas crenças, ele precisa se aprofundar nelas e procurar encontrar o seu “eu” espiritual para desenvolvê-lo.

Como gosta de estudar, poderia ler obras da doutrina espírita, que é bastante filosófica e se coaduna com praticamente todas as religiões. Yoga e meditação podem ser companheiros interessantes nesse processo de busca de serenidade e autocontrole.  

A doutrina espírita, assim como diversas religiões, ensina que devemos buscar uma ascensão moral e intelectual conjugadas. Muitas vezes, uma aparece sem a outra. No caso de Ciro, houve uma boa ascensão intelectual, mas, no lado moral, apesar de ser alguém inclinado à caridade, que quer o bem do seu povo e está disposto a lutar para isso, peca em outros aspectos centrais da doutrina espírita, como a humildade e a serenidade.

Apesar de ser um indivíduo aparentemente sem luxos, Ciro precisa saber lidar com um país com ampla maioria não estudada e com uma elite que pode até ter estudado, mas é culturalmente pouco evoluída, atuando como um paciente educador, um líder sereno, que entende os problemas do seu povo e que tem os caminhos para resolvê-lo.

Se continuar passando às vezes a imagem de alguém arrogante e de que quer impor as suas ideias, Ciro dificilmente será eleito. Se o for, caso não escute os demais, será um presidente ruim.

Ciro tem posições boas, como a defesa da redução da taxa de juros, mas a sua proposta de diminuição imediata de 2% pode não ser a melhor. A questão da redução da taxa de juros não é apenas existir ou não demanda agregada elevada, mas a expectativa de aumento de capital para consumo que ela gera nos produtores, que podem vir a elevar os preços.

Talvez uma redução gradual fosse mais interessante, porém Ciro gosta de posições arrojadas. Se presidente, precisará de excelentes conselheiros, como qualquer líder de sucesso, todavia, antes de tudo, terá que ser capaz de ouvi-los e de ponderar sobre as suas próprias certezas.  

Se continuar passando a imagem de que pode ter as saídas para os problemas econômicos, mas que deixa em segundo plano as medidas afirmativas das minorias, dificilmente será eleito. Se o for, caso não tome específicas medidas para empoderar as minorias, será um presidente ruim.

Não se afirma, de modo algum, que Ciro Gomes é um indivíduo arrogante ou que não lhe interessa tratar de minorias, mas essa é a imagem que uma parcela da sociedade tem apreendido a partir de algumas das suas aparições na mídia.

No Brasil, Ciro deveria aprender, em alguma medida, com Fernando Haddad, que não tem a mesma experiência dele, mas se sai muito bem em ambientes completamente hostis. São ao menos dois os casos de entrevistas concedidas por Haddad na Rádio Jovem Pan, notoriamente conservadora, nas quais ele deu um baile de dados e conhecimento em anfitriões deseducados e de pouco conhecimento, como Marco Antônio Villa, Raquel Sheherazade e Carioca.

Seria curiosa e interessante uma entrevista de Ciro Gomes concedida, por exemplo, a Marco Antônio Villa, mas, ao mesmo tempo, pode-se ter medo do seu resultado.  

Se Haddad, que fez brilhante mandato à frente da Prefeitura de São Paulo, conseguir ultrapassar as barreiras do antipetismo e da ignorância, sendo reeleito prefeito, poderá ser um nome muito forte para a presidência nas próximas eleições. Sua participação ao lado de Ciro nos debates elevaria muito o nível da política brasileira e, qualquer que fosse o resultado das eleições, só isso já seria muito positivo para a sociedade.

Mais interessante ainda, para aqueles entusiasmados com esses dois políticos, seria se o PT fizesse também uma reforma íntima e Haddad se tornasse vice na chapa de Ciro, de modo que o partido não lançaria candidato próprio nas eleições.

Com a nova tropa de choque do PDT, que ingressou no partido por conta de Ciro Gomes, como Roberto Mangabeira Unger, Gabriel Chalita e Cid Gomes, juntamente com o PC do B, de Flávio Dino, que deveria ser ministro num eventual governo, os progressistas brasileiros poderiam ter alguma esperança de ver à frente do país um grupo preparado, diferenciado, com projeto avançado de desenvolvimento nacional, ciente da importância do empreendedorismo e muito preocupado com o social. 

Marcos Villas-Bôas é doutor em Direito Tributário pela PUC-SP, mestre em Direito pela UFBA, Advogado, atualmente faz pesquisas independentes na Harvard University e no MIT - Massachusetts Institute of Technology.

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1  Agradeço a Daniel Almeida, Luíza Guimarães, Adriano Lepper e Sofia Lemos pelos comentários sobre o texto. 
2 http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2608200229.htm
3Vide texto de uma publicação técnica explicando o sucesso da educação de Sobral/CE: http://revistaescolapublica.com.br/textos/43/olhar-global-338992-1.asp
4  http://pt.braudel.org.br/eventos/arquivos/downloads/mauricio-holanda-maia.pdf
5 http://www.qedu.org.br/cidade/3692-sobral/ideb

Estudante é contratada pela Comissão Interamericana

Samila Dutra cursa o 10º período na Dom Helder Câmara e cola grau neste semestre.
A aluna Samila Dutra, da Dom Helder Câmara, foi uma das selecionadas para programa de estágio de verão na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). A estudante já está em Washington D.C. e se prepara para iniciar as atividades nesta quinta-feira (2).
“Todos que convivem comigo sabem que meu maior sonho profissional é trabalhar na ONU, OEA, Cruz Vermelha ou em algum outro organismo internacional. Espero em futuro próximo narrar a minha alegria em ser contratada como funcionária da CIDH. Gostaria de agradecer o apoio de todos que torceram por mim”, afirmou Samila. 
Escolhas
Para realizar o estágio, a estudante abriu mão da formatura com os colegas e da oportunidade de participar do Women Ambassadors Forum, no Texas. “Fui a única brasileira selecionada para apresentar trabalho sobre Empoderamento das Mulheres, para ser uma embaixadora e participar de um curso de formação com outras 50 jovens. Tive também que renunciar colar grau, ser abençoada na missa e participar da festa junto com a turma que cursei cinco anos de faculdade. Mas estou feliz. ‘Cada escolha, uma renúncia’”, contou. 
Programa 
A Comissão Interamericana conta com um programa de estágios administrado em conjunto com o Programa de Estágios da OEA que oferece a oportunidade para jovens estudantes ou recém-graduados, provenientes dos Estados membros da OEA, de conhecer e trabalhar na Comissão Interamericana.
O programa teve mais de 4 mil inscrições de candidatos.

Redação Dom Total

Diante dos humildes, Deus abre o seu coração


'Eu pergunto: é possível rezar com arrogância? Não!'
'Eu pergunto: é possível rezar com arrogância? Não!'
“A oração humilde obtém misericórdia”.Este foi o tema da Audiência geral da quarta-feira, (1º), na qual o Papa Francisco encontrou os fiéis na Praça São Pedro para falar sobre a parábola do fariseu e do publicano. Um reza “a si mesmo”, numa ação egoísta e vazia, enquanto o outro, humildemente, invoca piedade por saber-se pecador.
“Não basta, portanto, nos perguntarmos quanto rezamos, devemos também nos questionar sobre como rezamos, ou melhor, como está o nosso coração”, afirmou o Papa para lançar um questionamento: “Eu pergunto: é possível rezar com arrogância? Não! É possível rezar com hipocrisia? Não! Devemos rezar diante de Deus como nós somos!”, disse Francisco.
Frenesia
À percepção de nosso coração, segue-se ainda um elemento tão essencial para a oração: a paz interior. Algo cada vez mais difícil de se alcançar em um mundo tomado pela frenesia que, com frequência, nos confunde.
“É preciso aprender a reencontrar o caminho ao nosso coração, recuperar o valor da intimidade e do silêncio, porque é ali que Deus nos encontra e nos fala”, advertiu o Papa.
Simplicidade
Somente a partir deste “lugar íntimo e sagrado” de encontro com Deus é que podemos ir ao encontro dos outros.
O fariseu foi ao templo seguro de si, mas não percebe que esqueceu o caminho do seu coração. O publicano, por sua vez, se apresenta no templo com humildade e arrependimento e reza: “Oh Deus, tende piedade de mim, pecador”.
“Nada mais” – enfatizou o Papa. “Que bela oração! Digamos três vezes, todos juntos: ‘Oh Deus, tende piedade de mim, pecador’”.
Francisco afirmou ainda que o fariseu era corrupto. Sabia somente ‘pavonear-se’ diante de si mesmo, no espelho.
“A soberba compromete toda boa ação, esvazia a oração, afasta de Deus e dos outros. Se a oração do soberbo não chega ao coração de Deus, a humildade do miserável o escancara”, recordou Francisco para então, concluir: “Deus tem uma fraqueza, uma fraqueza pelos humildes: diante de um coração humilde, Deus abre o Seu coração totalmente”.
Assista:

Rádio Vaticano

Membro da Pastoral do Menor sobre estupro de jovem exibido na internet: “Ato desumano”

Por Rafael Tavares
Foto referencial

Rio de Janeiro, 01 Jun. 16 / 02:00 pm (ACI).- “Uma brutalidade, um ato desumano”, assim Maria Christina de Sá – membro do Conselho da Pastoral do Menor – classificou o estupro coletivo contra uma jovem de 16 anos ocorrido em uma comunidade da Zona Oeste do Rio de Janeiro e que ademais foi filmado e compartilhado na internet. Para ela, este “é um ataque que não afeta apenas as mulheres e que merece o repúdio de todos nós”.

Maria Christina, que também é coordenadora do Passaporte da Cidadania da Arquidiocese do Rio de Janeiro, esteve com a jovem na secretaria de Direitos Humanos, em um encontro reservado no qual estiveram presentes também familiares da adolescente.

“O que vi – recorda – foi uma jovem de rosto tranquilo, mas angustiada com tantas entrevistas, questionamentos e muito abalada por tudo o que aconteceu e pelos ataques e acusações que vem sofrendo”.

O caso é agravado pelo fato de que imagens da jovem durante o estupro foram publicadas na internet, o que levou a adolescente primeiramente a prestar depoimento à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). A menina contou que no sábado, 21, teria ido à casa de um rapaz com quem se relacionava e só se lembra de ter acordado no domingo, 22, dopada e nua, em outra casa, cercada por 33 homens com fuzis e pistolas.

Ela confessou em entrevista ao programa ‘Fantástico’, da Rede Globo, no domingo, ter se sentido acuada pelo delegado Alessandro Thiers, que a atendeu na DRCI, e ter tido a impressão que ele queria incriminá-la, insinuando que a adolescente teria agido com consentimento e atribuindo a ela parte da culpa. Ainda no domingo, a coordenação da investigação do estupro coletivo passou ser conduzida pela Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), sob responsabilidade da delegada Cristiana Onorato.

Após a divulgação do caso, o comportamento da jovem passou a ser questionado nas redes sociais e chegou-se a levantar ataques de que o ato teria sido consentido ou que fosse consequência das posturas dela.  As ofensivas ganharam ainda mais força após a publicação do laudo da perícia realizada na jovem que indicava não haver sinais de violência.

Na segunda-feira, a nova delegada responsável pelo caso declarou ter convicção de que houve um estupro coletivo e que o vídeo divulgado na internet era prova do abuso sexual, além do testemunho da vítima. No mesmo dia, a perita legista do Instituto Médico Legal (IML), Adriane Rego, afirmou que, de fato, não foi constatada violência física no exame, mas ressaltou que este foi feito cinco dias após o ocorrido. A delegada Onorato rechaçou veementemente a hipótese de que não houve crime devido à falta de lesões constatada na perícia.

No seu encontro com a menina, Maria Christina de Sá diz que teve “uma ótima impressão dela, como uma jovem que me passava doçura, mas que também expressava grande sofrimento pelos ataques que vem sofrendo”.

Ainda de acordo com a representante da Pastoral do Menor, a família da moça “também está muito abalada”. “O pai chora sem parar por tudo o que aconteceu a sua filha; a mãe também”, pontua.

Maria Christina observa que neste contexto, “parece que ninguém olha para a situação como algo dramático que pode acontecer com qualquer pessoa e ficam julgando a jovem”.

Entretanto, ressalta que o que está em questão neste caso é a violência sexual cometida por vários homens contra uma menina de 16 anos em um ato atroz.

“Em uma situação dessas, deveríamos nos questionar: que comportamento Jesus Cristo teria? Diante da mulher adúltera, Ele não a condenou, pelo contrário, disse: ‘se ninguém te condenou, eu também não te condeno, vá e não volte a pecar’”, acrescenta.

Após ter prestado o apoio e a solidariedade por parte da Pastoral do Menor da Arquidiocese do Rio, Maria Christina informa que a jovem segue amparada pela Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados do Governo Federal e que, com a família, vai deixar o estado do Rio de Janeiro pois teme pela própria vida.

A redação da ACI Digital entrou em contato com a assessoria do Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, que afirmou que o Cardeal preferia não comentar o caso até então, mas reiterava seu absoluto repúdio a todo ato de violência cometido contra uma mulher.
Também contatada pela nossa redação, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) não se pronunciou sobre o caso.
Photo published for Viral: Caso de estupro abala o país e imagem de jovem amparada por Maria gera comoção
Viral: Caso de estupro abala o país e imagem de jovem amparada por Maria gera comoção http://www.acidigital.com/noticias/viral-caso-de-estupro-abala-o-pais-e-imagem-de-jovem-amparada-por-maria-gera-comocao-63873/ …

Memórias Secretas

Título original: Remember
Aos 80 anos, Zev (Christopher Plummer) aceita uma missão incumbida pelo seu colega de asilo, Max Zucker (Martin Landau): deixar o local em que vive em busca de um antigo guarda nazista. Seu objetivo é, mesmo após tantas décadas, puni-lo pelo assassinato de sua família durante a Segunda Guerra Mundial. Só que, ao longo da jornada, Zev precisa lidar com falhas de memória causadas pela idade avançada.
País: Canadá
Ano: 2016
Gênero: Drama
Classificação: 14
Direção: Atom Egoyan
Elenco: Christopher Plummer, Martin Landau, Bruno Ganz
Duração: 1h35 min.

Amores Urbanos


Por Charles Mascarenhas
Até quando dura a juventude? Ou melhor: há uma idade limite para que as pessoas ainda possam correr os riscos da vida?

Amores Urbanos, o primeiro longa metragem da diretora e roteirista Vera Egito (que trabalhou nos roteiros de À Deriva e Serra Pelada; foi assistente de direção em O Cheiro do Ralo; diretora de Elo e Espalhadas pelo Ar, curtas metragens selecionados para a Semana da Crítica no Festival de Cannes em 2009) trata do tema juventude, retratando a vida de três jovens em seus conflitos e relacionamentos.

Eles estão na faixa etária dos 30 e poucos anos, vivem no mesmo apartamento em São Paulo e dividem suas frustrações e alegrias. 
Julia (Maria Laura Nogueira) é uma publicitária que ainda não se encontrou profissionalmente, quer crescer na carreira de moda, mas não tem talento. Ela sofre a pressão dos pais para casar e dar um rumo na vida, mas mal sabem eles que casar é tudo o que ela mais deseja, mas os homens... ah! Os homens sempre a iludem. 

Thiago Pethit faz o papel de Diego, um rapaz que foi embora de casa depois que seus pais não aceitaram sua sexualidade, talvez por causa disso ele encontre nas noitadas, vivendo no êxtase, uma forma de aliviar a dor de ter sido expulso e rejeitado por quem deveria, no mínimo, dar amor e proteção.

Micaela (Renata Gaspar) é a personagem que tem um relacionamento conturbado com Eduarda, lésbica heteronormativa, que diz não haver necessidade em “assumir” seu romance com Micaela, pois ninguém precisa saber de sua sexualidade.

Dada as particularidades de cada um, as histórias são, em sua maioria, de conflitos amorosos, angústias e aventuras. A diretora desenvolve as frustrações de cada personagem, que ao atingirem 30 anos, muito do que planejaram não aconteceram, então, é preciso encarar os próprios dramas.

O filme diz muito da trajetória dos jovens atuais e entrou em cartaz no dia 19 de maio. veja o trailer aqui:

 
Charles Mascarenhas
Graduando em cinema e audiovisual pela PUC-Minas e estudante de cursos livres de teatro.

Mudanças no CNPJ entram em vigor hoje

A Receita informou que a alteração foi fruto de estudos feitos por diversos órgãos federais.
Mudanças foram publicadas no Diário Oficial da União.
Mudanças foram publicadas no Diário Oficial da União.
As alterações no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) que entram em vigor hoje (1º) têm como objetivo auxiliar no combate à corrupção e à lavagem de dinheiro. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial da União no início de maio e atualizam normas anteriores que tratavam do cadastro, com novos disciplinamentos.

Uma das novidades, informou a Receita, é a inserção de normas relativas à figura do "beneficiário final" de pessoas jurídicas e de arranjos legais, como trustes [atuam como gestores do patrimônio], especialmente os localizados fora do país, consideradas "um desafio para a prevenção e o combate à sonegação fiscal, à corrupção e à lavagem de dinheiro".

De acordo com a Receita, a instrução normativa define o beneficiário final como a pessoa natural que, em última instância, de forma direta ou indireta, tem, controla ou influencia significativamente uma determinada entidade. "Nesse sentido, o conhecimento desse relacionamento no CNPJ por parte da administração tributária e aduaneira, bem como pelas demais autoridades de fiscalização, controle e de persecução penal, é fundamental para a devida responsabilização e penalização de comportamentos à margem das leis", informa a Receita.

A Receita informou também que a alteração foi fruto de estudos feitos por diversos órgãos federais no âmbito da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), promovendo a transparência e identificando os reais beneficiários das empresas e dos recursos aplicados no país.

A instrução normativa, informou a Receita, supre uma lacuna no que se refere ao acesso à informação por parte dos órgãos de fiscalização, repressão e persecução penal. Ao contrário do que é preconizado nas recomendações internacionais, o dado relativo aos efetivos controladores não está atualmente disponível de forma tempestiva a tais autoridades, sendo necessárias diversas diligências, inclusive em âmbito internacional, para se buscar a obtenção da informação, nem sempre com sucesso.

As mudanças também aperfeiçoam os procedimentos utilizados quando da constatação de vícios em atos cadastrais e de mudanças na situação cadastral do CNPJ, garantindo-se a consistência dos dados e a segurança aos envolvidos.

Entre outras mudanças, estão ainda os procedimentos de abertura, alteração e encerramento de empresas, que ficam mais simplificados. Está prevista a possibilidade de dispensa da apresentação do Documento Básico de Entrada (DBE) ou do Protocolo de Transmissão para aquelas unidades da Federação e municípios que estão integrados no processo único de abertura e legalização de empresas e demais pessoas jurídicas pela Redesim, de forma a simplificar esse procedimento no Brasil.

Embora a medida entre em vigor hoje (1º) , a obrigatoriedade de informar os beneficiários finais tem prazo específico, que permite a adequação do cadastro dos investidores às regras brasileiras. A obrigatoriedade prevista em relação à necessidade de informação do beneficiário final e da entrega de documentos de investidores estrangeiros tem início em 1º de janeiro de 2017 para as entidades que fizerem a inscrição a partir dessa data. A Receita informou também que as entidades já inscritas no CNPJ antes de 1º de janeiro de 2017 deverão informar os beneficiários finais quando procederem a alguma alteração cadastral a partir dessa data, ou até a data limite de 31 de dezembro de 2018.

Agência Brasil

Desenterrada emenda da reeleição no governo FHC

Corrêa relata 'disputa por propinas' e 'compra de parlamentares' para aprovação de emenda.
Na ocasião, a compra de votos foi denunciada pelo jornalista Fernando Rodrigues, do UOL.
Na ocasião, a compra de votos foi denunciada pelo jornalista Fernando Rodrigues, do UOL.
Em sua delação premiada firmada com a força-tarefa da Lava Jato, o ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), condenado pelo juiz Sérgio Moro a 20 anos e três meses de prisão enquanto ainda cumpria sua pena no mensalão, desenterrou um episódio polêmico do Congresso durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB/1994-2002): a compra de votos de deputados para apoiar a emenda da reeleição, em 1997.

Corrêa, que admitiu ter se envolvido em crimes desde seu primeiro mandato parlamentar, em 1978 pela extinta Arena, afirmou aos investigadores que o episódio envolvendo o governo FHC "foi um dos momentos mais espúrios" que ele presenciou em todos os anos de deputado federal.

Segundo o delator, houve uma disputa de propinas. Pedro Corrêa disse que estavam em lados opostos o governo Fernando Henrique e o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), que na época havia acabado de deixar a Prefeitura de São Paulo com alta aprovação e com sua candidatura à Presidência da República cogitada.

O delator da Lava Jato relatou que por parte do governo federal a iniciativa da reeleição foi liderada pelo então ministro das Comunicações Sérgio Motta (morto em 1998) e pelo então presidente da Câmara Luis Eduardo Magalhães (também morto em 1998 e na época do PFL) com o apoio do deputado Pauderney Avelino - atualmente líder do DEM na Câmara - , dos então governadores Amazonino Mendes (PFL-AM) e Olair Cameli (PFL-AC) "entre outras lideranças governistas".

De acordo com Pedro Corrêa, essas lideranças "compraram os votos para a reeleição de mais de 50 deputados".

O delator, contudo, estava do outro lado da "disputa". "Além dos fatos já narrados, o colaborador também participou deste episódio, mas de forma contrária, tentando alijar com propinas deputados em desfavor da emenda constitucional com recursos do então ex-prefeito da cidade de São Paulo e hoje deputado federal Paulo Maluf (PP-SP)", afirmou Pedro Corrêa aos investigadores.

Segundo o ex-deputado, naquela época Maluf - atualmente alvo de dois mandados de prisão internacional por supostamente ter lavado dinheiro no exterior desviado da Prefeitura de São Paulo - havia terminado seu mandato na capital paulista com 90% de aprovação e cogitava disputar a Presidência. "Maluf sabia que seu maior concorrente seria o presidente à época, FHC, isso se o governo conseguisse passar a emenda da reeleição".

Para tanto, relata Corrêa, Maluf convocou ele e os deputados Severino Cavalcanti e Salatiel Carvalho "para se contrapor ao governo e também cooptar, com propina, parlamentares que estivessem se vendendo ao governo FHC".

Maluf acabou sendo derrotado e o governo conseguiu, em uma votação esmagadora, aprovar a emenda que garantiu a Fernando Henrique - também com alta aprovação popular na época - mais quatro anos de mandato. Em 28 de janeiro daquele ano, a emenda constitucional da reeleição foi aprovada no plenário da Câmara em primeiro turno por 336 votos a favor, 17 contra e seis abstenções.

Na ocasião, a compra de votos foi denunciada em reportagem do jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, que revelou gravações de conversas parlamentares dizendo terem recebido R$ 200 mil para aprovar a medida. Um deles, Ronivon Santiago, admitiu ter recebido a quantia. Oito dias depois, os dois deputados flagrados nas gravações renunciaram ao mandato e o caso foi arquivado pela Procuradoria-Geral da República.

Defesas

Procurado pela reportagem, Fernando Henrique Cardoso disse que Pedro Corrêa apenas repetiu o que foi veiculado pela imprensa na época e que já tratou do assunto em sua biografia lançada recentemente sobre o período em que ocupou a Presidência da República, chamada "Diários da Presidência". No livro, ele relata que o episódio foi uma "questão do Congresso".

Em um dos diários da Presidência ele chega a relatar que foi informado por Luis Eduardo Magalhães que Maluf teria oferecido R$ 1 milhão ao deputado Fernando Brandt (PFL-MG), da comissão da Câmara que analisava a proposta da emenda constitucional da reeleição, para votar contra a medida. No livro, porém ele não cita outros parlamentares nem os detalhes relatados por Pedro Corrêa.

Paulo Maluf afirmou que o ex-presidente tucano é que deve ser ouvido sobre o caso. "O favorecido no episódio foi Fernando Henrique Cardoso com a sua reeleição, e portanto é o FHC que deve ser ouvido", disse, por meio de sua assessoria.

O líder do DEM, Pauderney Avelino, também se defendeu das acusações: "rechaço com veemência as referências feitas a mim pelo ex-deputado Pedro Corrêa, autointitulado corrupto. Não responderei aos bandidos e ladrões do dinheiro público", disse, em nota.

A reportagem entrou em contato e encaminhou e-mail para a assessoria de ACM Neto, da família de Luis Eduardo Magalhães, mas não obteve retorno. Os demais políticos que ainda estão vivos citados na delação não foram encontrados para comentar o caso e o espaço está aberto para a manifestação deles.

Agência Estado

Frade franciscano substituirá Dom Azcona na Prelazia do Marajó

freievaristo

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco aceitou a renúncia de Dom José Luiz Azcona Hermoso como Bispo Prelado do Marajó (PA).
Sacerdote agostiniano recoleto nascido na Espanha há 76 anos, Dom Azcona chegou em 1985 como missionário à Ilha de Marajó, onde dois anos depois foi nomeado Bispo da Prelazia. Por seu empenho e denúncias contra o tráfico de seres humanos na região, Dom Azcona é jurado de morte.
Um frade franciscano catarinense foi nomeado pelo Pontífice como novo Bispo da Prelazia de Marajó: trata-se do Fr. Evaristo Pascoal Spengler, OFM, de 57 anos, nascido em Gaspar, na diocese de Blumenau.
Dom Evaristo Spengler foi ordenado sacerdote na Ordem dos Frades Menores em maio de 1984. Estudou Filosofia e Teologia no Instituto Teológico Franciscano (ITF) em Petrópolis-RJ. Frequentou cursos na área bíblica no Brasil, no Chile e obteve a Licenciatura em Exegese Bíblica em Jerusalém (1996-1998).
No decorrer do seu ministério, desempenhou os seguintes cargos: Vigário-paroquial e membro da equipe bíblica urbana em Duque de Caxias-RJ e em Nilópolis-RJ; Vice-Mestre dos frades estudantes em Duque de Caxias-RJ;  Assistente Conventual no Convento “Santo Antônio” do Rio de Janeiro; Missionário e Vigário-Paroquial por 11 anos em Malanje (Angola); Definidor Provincial. Desde janeiro de 2016 é Vice-Ministro da Província Franciscana Imaculada Conceição do Brasil, com sede a São Paulo.
A Prelazia do Marajó pertence à Arquidiocese de Belém do Pará. Compreende a Ilha do Marajó, com uma extensão de 181.978 Km2 e uma população de 260 mil habitantes (239.000 católicos). O território está dividido em nove paróquias.

Jovens possam enviar perguntas ao Papa Francisco

Papa Francisco - Jovens / Fotos: Daniel Ibáñez (ACI Prensa) - Flickr JMJ Rio 2013 (CC-BY-NC-SA-2.0)

VATICANO, 01 Jun. 16 / 08:00 am (ACI/EWTN Noticias).- Graças a uma iniciativa da fundação Scholas Occurrentes, jovens do mundo inteiro poderão enviar suas perguntas ao Papa Francisco de maneira direta através da internet, sem filtros, cujas respostas servirão para elaborar o próximo livro do Santo Padre.

O anúncio foi feito pela jornalista italiana Tiziana Lupi durante o Encontro Mundial de Diretores de Scholas Occurrentes, realizado no Vaticano entre os dias 27 e 29 de maio. “Imagina estar em frente ao Papa Francisco. O que você gostaria de lhe perguntar? Ele responderá estas perguntas em um livro que será publicado nos próximos meses”, expressa a página criada por este motivo.

Lupi, que também trabalha para a editora italiana Mondadori, explicou que a ideia do livro é “abrir uma porta” ao diálogo com os jovens. Nesse sentido, destacou que a plataforma tecnológica “permite a todos os jovens do mundo, de todas as classes sociais, de todas as religiões, fazer uma pergunta ao Papa Francisco sem filtros”.

Entretanto, como serão muitas perguntas para incluir todas no livro, “selecionaremos as que pareçam chegar mais do coração e que permitam ao Papa Francisco tocar aqueles temas que não foram tratados até hoje”. Lupi disse que o livro poderia ser publicado em outubro ou novembro.

Para enviar perguntas ao Papa acesse a seguinte página: http://askpopefrancis.scholasoccurrentes.org/pope-francis-pt-pt/

Photo published for Papa Francisco pensou alguma vez em renunciar? Ele mesmo o explica a Youtubers
Papa Francisco pensou alguma vez em renunciar? Ele mesmo o explica a Youtubers 
http://www. francisco-pensou-alguma-vez-em-renunciar-ele-mesmo-o-explica-a-youtubers-41255/ 

Francisco: diante dos humildes, Deus abre o Seu coração

2016-06-01 Rádio Vaticana


Cidade do Vaticano (RV) – “A oração humilde obtém misericórdia”.



Este foi o tema da Audiência geral da quarta-feira, (1º/6), em que o Papa Francisco encontrou os fiéis na Praça São Pedro para falar sobre a parábola do fariseu e do publicano.

Um reza “a si mesmo”, numa ação egoísta e vazia, enquanto o outro, humildemente, invoca piedade por saber-se pecador.

“Não basta, portanto, nos perguntarmos  quanto rezamos, devemos também nos questionar sobre como rezamos, ou melhor, como está o nosso coração”, afirmou o Papa para lançar um questionamento:

“Eu pergunto: é possível rezar com arrogância? Não! É possível rezar com hipocrisia? Não! Devemos rezar diante de Deus como nós somos!”, disse Francisco.

Frenesia

À percepção de nosso coração, segue-se ainda um elemento tão essencial para a oração: a paz interior. Algo cada vez mais difícil de se alcançar em um mundo tomado pela frenesia que, com frequência, nos confunde.

“É preciso aprender a reencontrar o caminho ao nosso coração, recuperar o valor da intimidade e do silêncio, porque é ali que Deus nos encontra e nos fala”, advertiu o Papa.

Simplicidade

Somente a partir deste “lugar íntimo e sagrado” de encontro com Deus é que podemos ir ao encontro dos outros.

O fariseu foi ao templo seguro de si, mas não percebe que esqueceu o caminho do seu coração. O publicano, por sua vez, se apresenta no templo com humildade e arrependimento e reza: “Oh Deus, tende piedade de mim, pecador”.

“Nada mais” – enfatizou o Papa. “Que bela oração! Digamos três vezes, todos juntos: ‘Oh Deus, tende piedade de mim, pecador’”.

Francisco afirmou ainda que o fariseu era corrupto. Sabia somente ‘pavonear-se’ diante de si mesmo, no espelho.

“A soberba compromete toda boa ação, esvazia a oração, afasta de Deus e dos outros. Se a oração do soberbo não chega ao coração de Deus, a humildade do miserável o escancara”, recordou Francisco para então, concluir:

“Deus tem uma fraqueza, uma fraqueza pelos humildes: diante de um coração humilde, Deus abre o Seu coração totalmente”.

(rb)

(from Vatican Radio)