Foto: Aizar Raldes/AFP
Evo Morales, ex-presidente da Bolívia deposto por um golpe militar e exilado no México, denunciou crimes contra a humanidade cometidos durante a “repressão policial e militar” no país, mergulhado há quase um mês numa grave crise política e social.
Morales exigiu que o “governo de fato” de Jeanine Áñez faça a identificação dos autores intelectuais e materiais das 24 mortes registradas nos últimos cinco dias. “Denuncio perante a comunidade internacional estes crimes contra a humanidade que não devem ficar impunes”, escreveu no Twitter.
Morales acusou ainda o advogado de defesa do “rebanho”, que não mencionou, de tentar justificar “a repressão armada” e argumentou que a polícia e as forças armadas “têm o dever constitucional, ético e moral” de proteger a vida da população.
La dictadura de Jeanine Áñez y los golpistas Mesa y Camacho goza de la complicidad de exdefensores del Pueblo Albarracín y Villena para masacrar al pueblo humilde que marcha pacíficamente para retornar a la democracia. Tendrán que responder por graves delitos de lesa humanidad.
28,1 mil
20:57 - 15 de nov de 2019
Informações e privacidade no Twitter Ads
18,9 mil pessoas estão falando sobre isso
De acordo com a Defensoria do Povo Boliviano, o número de mortos durante quase um mês de conflito aumentou para 23 e o total de feridos em vários confrontos ultrapassou os 700.
LEIA TAMBÉM:
Evo Morales cogita retornar à Bolívia
Lava Jato usou métodos de tortura, diz Gilmar Mendes ao Clarín
Lula quer discutir ‘olho no olho’ com os militares
A presidente autoproclamada da Bolívia, Jeanine Áñez, assinou um decreto que isenta as forças armadas do país da responsabilidade criminal se participarem de operações que resultem em morte de manifestantes.
*Com informações de agências internacionais https://www.esmaelmorais.com.br/
Nenhum comentário:
Postar um comentário