terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

O Brasil tem o direito de saber a verdade sobre a saúde de Bolsonaro

4 de Fevereiro de 2019

Por Mauro Lopes, para o Jornalistas pela Democracia - Os mais velhos se lembram, os mais jovens talvez tenham lido -mas se não sabem é só dar uma googlada: há 34 anos atrás o Brasil viveu o drama de um presidente que, na véspera de sua posse, foi internado e pouco mais de um mês depois, em 21 de abril de 1985, morria num hospital em São Paulo, não o Einstein, mas o Hospital das Clínicas da USP. Foi Tancredo Neves. Que relações pode haver entre um caso ocorrido há quase 35 anos com a situação atual de Jair Bolsonaro?

Várias, desde o fato de ambos padecerem na região abdominal ao fato de os eventos cirúrgicos que os envolveram serem próximos à data da posse, até o fato de ambos ficarem inicialmente hospitalizados fora de São Paulo (Brasília e Juiz de Fora) e acabarem sendo tratados na cidade da medicina mais avançado do país. São relações históricas, quase curiosidades. Há uma, porém, que refere-se ao país e a um dos direitos básicos inscritos na Constituição: o direito à informação.  

O que acontecia com Tancredo Neves durante sua internação? O que está acontecendo com Bolsonaro?

Há uma convergência assustadora entres os termos dos boletins médicos de 1985 e os de 2019. Veja na imagens o primeiro boletim sobre a cirurgia de Tancredo Neves (emitido em 15 de maço de 1985, um dia depois da operação) e o boletim emitido pelos médicos em 29 de janeiro último, também no dia seguinte à cirurgia -de Bolsonaro. Veja também a imagem do boletim médico de Tancredo Neves de 27 de março, 13 dias depois da primeira cirurgia e o boletim mais recente sobre Bolsonaro, de 3 de fevereiro (sexto dia).

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